O senador Flávio Bolsonaro defendeu nesta quinta-feira a instalação da CPMI do Banco Master e pediu que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro depõe no colegiado. A defesa ocorreu durante sessão no Congresso Nacional. A ideia é apurar relações envolvendo Vorcaro e o senador, além de possíveis vínculos com outras figuras públicas.
Flávio afirmou ser necessário criar a CPMI para esclarecer a relação com Vorcaro e com Augusto Lima, ex-sócio do banco, bem como relações com Lula e com Alexandre de Moraes. O parlamentar disse não temer investigações e reiterou não ter nada a esconder.
A defesa da CPMI ocorre em meio a desgaste dentro da base da pré-candidatura de Flávio, motivado por revelações de contatos com Vorcaro. O senador já admitiu ter procurado apoio financeiro de Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro.
Além disso, Flávio revelou ter visitado Vorcaro após a primeira prisão domiciliar do empresário, em 2025, quando Vorcaro utilizava a tornozeleira eletrônica. Aliados afirmam que a aproximação provocou incômodo entre o entorno do senador.
Contexto político
O senador argumenta que o financiamento do filme foi feito por investimento privado lícito, defendendo a legalidade das operações. Segundo ele, o dinheiro não desabona a conduta nem as empresas do ex-banqueiro, que já sofreram condutas de compliance reconhecidas.
Repercussões internas
Relatos de aliados indicam desconforto entre integrantes do entorno de Flávio, que temeu surpresas sobre o relacionamento com Vorcaro. A pressão interna busca, segundo fontes, esclarecer a relação entre o senador e o ex-banqueiro para evitar impactos na pré-campanha.
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