Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, criticou nesta quinta-feira a privatização da Sabesp pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que vai avaliar o contrato caso seja eleito. O ataque ocorreu após a privatização da estatal ser tema de campanha, com Haddad apontando problemas no serviço desde a estatização.
O ex-ministro questionou a qualidade do abastecimento e a variação de tarifas, citando ainda um acidente recente envolvendo obra da Sabesp no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo, que deixou mortes e destruição. Segundo Haddad, a gestão atual criou a chamada Enel da água ao tratar a Sabesp como concessionária. O petista disse que pretende averiguar cláusulas protetivas aos consumidores.
A plateia em Osasco, na região metropolitana, acompanhou a fala de Haddad, que também criticou pressões do governo estadual sobre prefeitos para privatizar companhias locais. O ex-ministro ressaltou que a experiência de privatização no estado não tem apresentado resultados positivos e afirmou que pretende revisar o contrato da Sabesp para evitar problemas semelhantes aos observados com a Enel.
Contexto e desdobramentos
Haddad avaliou ainda a possibilidade de mudanças no abastecimento caso haja nova gestão. A comparação com a Enel envolve questões sobre continuidade do serviço, qualidade e tarifas. Não houve confirmação de mudanças no contrato pela Sabesp ou pela Enel até o momento, segundo apuração da reportagem.
Chapa e alianças
Sobre a montagem da chapa para o governo, Haddad disse que pretende definir as opções até o fim de maio. O registro atual aponta Simone Tebet (PSB) como candidata ao Senado, com dúvidas sobre a vice e a outra vaga. Marina Silva (Rede) aparece como favorita para a outra vaga, mas há negociações com o PSB.
Haddad informou que pode adiantar propostas em áreas como segurança, com o plano de governo a ser apresentado em julho. Em relação a declarações recentes do presidente Lula sobre um possível salto, Haddad negou que haja intenção de disputar a Presidência no momento, afirmando que o foco permanece no governo estadual.
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