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Investigadores dizem que Deolane Bezerra abriu 35 empresas no mesmo endereço

Polícia Civil e Ministério Público bloqueiam R$ 327 milhões, apreendem veículos e imóveis em operação ligada ao PCC; Deolane é apontada como caixa do crime

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra chega ao DHPP (Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa) na região central de São Paulo
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Deolane Bezerra é alvo de investigações que apontam envolvimento com lavagem de dinheiro ligada ao PCC. A Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e Gaeco, resultou em medidas contra a influenciadora e outras pessoas. Ao todo, foram cumpridos oito mandados e cumpridos bloqueios judiciais.

Segundo as autoridades, Deolane abriu 35 empresas usando o mesmo endereço em uma área habitacional precária em Martinópolis, interior de São Paulo. A prática é investigada como parte de um esquema para ocultar recursos ilícitos vinculados ao crime organizado.

A operação ocorreu durante a madrugada de hoje e envolveu a apreensão de bens de alto valor. Ao todo, houve bloqueio de mais de R$ 327 milhões, sequestro de 17 veículos de luxo e a retirada de quatro imóveis ligados aos investigados.

A apuração começou em 2019, com a apreensão de bilhetes na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material indicava ordens da facção PCC e menções a uma “mulher da transportadora”, o que levou à criação de inquéritos subsequentes.

De acordo com a polícia, a investigação também teve base em dados de um celular apreendido na Operação Lado a Lado. Conversas e comprovantes revelaram movimentações entre empresas, pessoas jurídicas e a pessoa física, indicando fluxos de dinheiro não identificados.

Entre os alvos da operação estão Marcos Herbas Camacho, o Marcola, líder do PCC, e seu irmão Alejandro Camacho, já presos. O Ministério Público aponta participação de ambos no esquema de lavagem de dinheiro.

Uma investigada identificada como Paloma está foragida na Espanha e é procurada pela Interpol. A polícia afirma que a escrituração financeira aponta para uso de fintechs e estruturas formais para dificultar o rastreamento.

O material apreendido pode gerar novos desdobramentos, com possíveis investigações adicionais envolvendo empresas, plataformas de apostas e outras estruturas empresariais. O inquérito será enviado ao Ministério Público para oferecimento de denúncia.

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