A Procuradoria-Geral da República (PGR) continuará as tratativas de delação de Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal rejeitar o acordo. A PGR entende que um acordo desse porte não se encerra na primeira proposta nem acontece de forma rápida. A negociação é vista como um processo longo, que exige tempo e evidências consistentes.
Segundo a PF, a delação foi recusada por considerar as informações apresentadas insuficientes e sem relevância para justificar o acordo. A corporação aponta que os relatos não avançaram além das provas já obtidas durante as apurações. Vorcaro ainda pode tentar apresentar novas informações.
A prática, conforme a PGR, é aguardar novos elementos vindos das defesas para decidir se continuará ou não com o procedimento. A confirmação da continuidade não implica aprovação automática da colaboração. A defesa pode apresentar documentos e provas adicionais para fundamentar o acordo.
Contexto do Caso Master
A investigação envolve o empresário e dono do Banco Master, com histórico de uma série de episódios que geraram desdobramentos controvertidos no mercado financeiro. Uma fonte próxima ao caso afirmou em tom reservado que Vorcaro não admitiu, nos anexos, fatos que constam em seus celulares apreendidos em fases anteriores da operação Compliance Zero.
A apuração envolve uma rede de fundos e empresas vinculadas ao caso, com revelações já divulgadas em séries jornalísticas. A situação acompanha ainda a tentativa de esclarecer a origem do Master e as fraudes associadas a operações anteriores.
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