O Ministério da Justiça e Segurança Pública lançou, neste ano, a plataforma Mulher Segura, ferramenta de prevenção e apoio a vítimas de violência. Ela reúne dados sobre crimes e auxilia as autoridades na tomada de decisões sobre cada caso.
Até o momento, a plataforma registra 384 Boletins de Ocorrência de feminicídio. A divulgação dessas informações visa oferecer um panorama do desafio de violência contra a mulher e orientar políticas públicas integradas.
Segundo a secretária nacional de acesso à justiça, Sheila de Carvalho, a atuação precisa envolver estratégias de inteligência para enfrentar o problema de forma abrangente. Ela destaca ainda a importância de ações preventivas para evitar que a violência evolua.
O que muda com o lançamento
A ideia é ampliar as medidas protetivas com novas tecnologias, conectando a localização da vítima à de possíveis agressores em casos de violação de medidas. O objetivo é aumentar a segurança das mulheres enquanto o sistema judicial garante a aplicação das determinações legais.
Entre os instrumentos citados, estão programas de prevenção como o Antes Que Aconteça, voltado para ampliar redes de proteção. Também está em foco o uso de tornozeleiras para agressores, com vistas a melhorar o monitoramento e a resposta a descumprimentos das medidas protetivas.
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