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Tribunal turco derrota principais adversários de Erdogan

Tribunal turco destitui Ozgur Ozel ao anular o congresso de 2023 do CHP, ampliando tensões na oposição e derrubando os mercados com queda de seis por cento no BIST 100

Ozgur Ozel, líder do oposicionista Partido Republicano do Povo (CHP), foi destituído da presidência do partido — Foto: REUTERS/Murad Sezer
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Um tribunal turco destituiu nesta quinta-feira o líder da oposição Ozgur Ozel, anulando o congresso partidário de 2023 que o elegeu presidente do Partido Republicano do Povo (CHP). A decisão representa um golpe para adversários de Recep Tayyip Erdogan e abalou os mercados locais.

A decisão coloca Kemal Kilicdaroglu, ex-presidente do CHP, no papel de substituto de Ozel. Kilicdaroglu é uma figura polêmica na legenda e perdeu para Erdogan nas eleições de 2023.

O caso é visto como teste do equilíbrio entre democracia e autoritarismo na Turquia, com possibilidade de novas disputas internas na oposição e de fortalecimento de Erdogan, que comanda a Turquia há mais de duas décadas.

Reação política e interna do CHP

O CHP afirma que a decisão alvo irregularidades no congresso de 2023 e contesta a substituição de Ozel. Líderes partidários foram convocados à sede em Ancara para discutir medidas possíveis.

Ali Mahir Basarir, vice-líder da bancada, disse à Reuters que a decisão é um golpe do Judiciário contra a vontade de 86 milhões de turcos. O CHP promete responsabilizar os aprovadores da medida.

Impactos no mercado e na governança

O principal índice da Borsa de Istambul, o BIST 100, caiu 6% após a divulgação da decisão, com interrupção automática de negociações. Títulos públicos recuaram, atingindo queda de até 1,2 centavos de dólar.

O abalo reforça observação de que a Turquia vive turbulência institucional e riscos para a governança democrática, conforme analistas locais. O mercado reage a mudanças de poder e às tensões entre Judiciário e liderança partidária.

Contexto judiciário e cenário eleitoral

A decisão do tribunal de Ancara reverteu sentença anterior de 2022, que tinha considerado sem fundamento o caso envolvendo o congresso de 2023. Mesmo assim, o CHP continua sob pressão judicial e político.

O presidente Erdogan permanece alvo de ceticismo e críticas dentro da Turquia, em meio a detenções de afiliados do CHP por acusações de corrupção, alegadamente rejeitadas pelo partido.

Perspectiva para as próximas semanas

Com a mudança, o CHP pode enfrentar desorganização interna e disputas de liderança. A eleição presidencial prevista para 2028, ou possivelmente adiantada, permanece incerta até novas decisões judiciais e políticas.

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