A Justiça da Itália anulou nesta sexta-feira 22 de maio a extradição da ex-deputada Carla Zambelli ao Brasil. A Suprema Corte de Cassação de Roma ordenou a libertação imediata da parlamentar, presa desde julho do ano passado no país.
A defesa de Zambelli informou à BBC News Brasil que a liberação ocorreu na noite desta sexta. Ainda não há confirmação independente sobre o cumprimento da ordem de soltura.
A extradição havia sido determinada pela Corte de Apelação de Roma em março, em meio a um pedido do governo brasileiro feito em junho de 2025, quando a ex-deputada fugiu para a Itália.
A Corte de Cassação reverteu a decisão anterior e encaminhou o caso ao ministro da Justiça da Itália, Carlo Nordio, que tem 45 dias para se manifestar sobre eventual extradição.
Contexto do caso
Zambelli foi condenada no Brasil a 10 anos de prisão pela suposta participação na invasão ao sistema do CNJ, com apoio de Walter Delgatti, para obter alvarás de soltura falsos. Delgatti foi condenado a oito anos e três meses.
A defesa sustenta que as provas contra a ex-parlamentar se apoiam principalmente no depoimento de Delgatti, que reconheceu a participação. Zambelli nega envolvimento e afirma ser vítima de perseguição política.
A parlamentar renunciou ao mandato em 2022 após a CCJ aprovar a cassação, decisão que houve reviravolta na Câmara, antes de o STF anular a sessão. Um novo pedido de extradição relacionado a outros processos também está pendente.
Zambelli já havia sido colocada na lista de difusão vermelha da Interpol por foragida, antes de sua prisão na Itália. A defesa afirma que não houve provas diretas que a conectem aos crimes imputados.
Entre na conversa da comunidade