Após a saída do advogado Eugênio Aragão da defesa, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, deve assinar o termo de confidencialidade com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República apenas na próxima semana. A assinatura havia sido inicialmente prevista para esta semana.
Fontes ligadas à investigação indicam que a mudança ocorreu após Aragão deixar o caso na terça-feira, 19. O ex-advogado afirmou que atua apenas em iniciativas jurídicas pautadas pela seriedade e responsabilidade. O defensor Davi Tangerino permanece ao lado de Costa na defesa.
A transferência de Costa para a Papudinha, autorizada pelo ministro André Mendonça do STF, ocorreu no início do mês. O preso está isolado em uma cela maior, para organizar materiais da colaboração com as autoridades.
Caminho para a colaboração
O termo de confidencialidade é o primeiro passo para um acordo de colaboração premiada. Com ele, as partes estabelecem sigilo e a defesa organiza o material, anexos e fatos a revelar, bem como as provas a serem entregues.
Espera-se que Costa mencione possíveis envolvimentos do ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha e de sua substituta Celina Leão, além de outras autoridades, conforme o material preparado pela defesa. Costa foi preso em 16 de abril por ordem do STF, em investigação da PF sobre suposta propina ligada a negociações envolvendo imóveis e a atuação para favorecer o BRB, incluindo operação de compra da instituição pelo Banco Master. A defesa não comentou o caso.
Entre na conversa da comunidade