O programa Os Três Poderes, da VEJA, abriu uma nova fase na crise que envolve o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e as ligações com o Banco Master. Colunistas discutiram o desgaste do político após o caso e o avanço de opções dentro da direita. A disputa expõe fissuras no PL e o que aparenta ser improviso na organização da pré-campanha.
As perguntas centrais giraram em torno da credibilidade de Flávio após o vazamento de mensagens que associam o senador a Vorcaro, ex-banqueiro do Master. A entrevista com o apresentador Ricardo Ferraz e os comentaristas mostrou contradições nas declarações de Flávio sobre o relacionamento com o empresário.
A crise ganhou contornos com a divulgação de trechos de uma pesquisa AtlasIntel, cuja divulgação coincidiu com o conteúdo dos áudios que sugerem pedido de dinheiro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro. Flávio admitiu ter estado com Vorcaro durante o período de prisão domiciliar do ex-banqueiro.
Mudanças no tabuleiro político
Bonin apontou que o problema não se resume às acusações, mas às versões conflitantes apresentadas pelo senador. A conclusão é de que Flávio pode ter entrado numa situação de mentiras repetidas, segundo o colunista.
Os debatedores observaram que a crise abriu espaço para movimentos de candidatos que antes estavam fora do radar. Entre os nomes mencionados estão Joaquim Barbosa, o senador Cleitinho e lideranças associadas ao Republicanos e ao PSDB. A janela entre as convenções será determinante para a viabilidade de alternativas.
Mercado e organização da campanha
A discussão também abordou o impacto entre o varejo político e o mercado financeiro. Participantes citaram desconfiança de setores da Faria Lima sobre a capacidade de Flávio liderar um projeto competitivo contra Lula. Nomes próximos ao diagnóstico financeiro teriam participado de chamadas com representantes do setor.
Bonin afirmou que a crise evidenciou falhas na organização da pré-campanha. A ideia de uma tentativa de instalação de uma CPI do Banco Master no Congresso foi debatida, com apoio público de governistas e bolsonaristas, mas com resistência nos bastidores.
Desdobramentos jurídicos
O programa também informou que o advogado de Vorcaro, José Luiz Oliveira Lima, conhecido como Juca, deixou a defesa após divergências sobre delação premiada. Investigações da Polícia Federal sinalizam cautela quanto às informações apresentadas pelo banqueiro.
Relatos internos do STF apontaram que o advogado discutia a delação com pessoas externas ao processo, sugerindo uma tentativa de blindar nomes relevantes do sistema político e do Judiciário. A apuração continua em andamento, com foco na condução de delações e nos desdobramentos políticos.
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