Até dezembro do ano passado, o grupo político ligado a Jair Bolsonaro (PL) planejava manter o controle do governo do Rio. Operações policiais e decisões do STF mudaram essa estratégia, abrindo espaço para Eduardo Paes (PSD) se aproximar da vitória no 1º turno.
Com a renúncia de Cláudio Castro (PL), o governo do Rio ficou em aberto. Quem assumiu foi o presidente do TJ-RJ, Ricardo Couto, cuja continuidade depende de decisões do STF. Couto nomeou e exonerou milhares de servidores, em meio a conflitos entre Legislativo, Judiciário e Executivo.
Novo desenho político no estado
O cenário favorece Paes, anteposição a Douglas Ruas (PL), indicado pelo grupo bolsonarista para a disputa de 2026. Canelinha (União), prefeito de Paraíba do Sul, reuniu-se com Paes e confirmou apoio, em troca de participação na aliança.
Ruas, que já presidia a Alerj por meio de um interino, viu a eleição direta para governador tornar-se improvável diante da insegurança jurídica sobre o mandato. A Alerj, sob o comando provisório, teve novas nomeações e exonerações de servidores.
Impactos recentes e cenário eleitoral
Em abril, o STF manteve Couto no cargo de governador interino, apesar de a Alerj já ter escolhido um presidente titular. Até quinta-feira, Couto exonerou mais de 2.600 servidores, em grande parte em áreas técnicas e comissionadas.
A PF investiga o governador em exercício por possível favorecimento a um empresário com débitos fiscais. Castro afirmou atuar dentro da legalidade; a defesa afirma cooperação com a polícia em investigações.
Pesquisas e tendências
Levantamento recente da Quaest aponta Paes com 34% a 40% das intenções no 1º turno, Ruas entre 9% e 11%. No cenário de segundo turno, Paes fica em torno de 49%, Ruas em 16%. A pesquisa ouviu 1.200 eleitores entre 21 e 25 de abril.
A composição municipal do Rio segue majoritariamente alinhada ao PL, PP ou União Brasil, coligação que apoia Ruas. Mudanças de apoio ocorreram entre aliados, como a deputada Carla Machado, que migrou do Bacellar para o PSD.
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