O PT está articulando uma estratégia para se defender das possíveis repercussões políticas envolvendo Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e integrantes do partido na Bahia. A apuração é de Pedro Venceslau e foi detalhada ao CNN 360º nesta sexta-feira.
A tática petista envolve construir uma narrativa de defesa associando a relação com Vorcaro a um histórico contábil de decisões públicas na Bahia. O foco é explicar que a aproximação começou com o que Jaques Wagner chamou de um “trambolho”.
O trambolho, segundo Wagner, é a Cesta do Povo, rede estatal de supermercados criada em 1979 e herdada pelos governos petistas na Bahia. A gestão pública avaliou formas de privatização pela Bolsa de Valores sem sucesso em duas tentativas.
Augusto Lima surge como figura-chave nessa linha: apontado como ex-sócio de Vorcaro no início do Banco Master, o empresário teria perfil para aquisição por experiência com cartão de benefícios e recursos financeiros.
A narrativa aponta que Lima teria adquirido tanto a rede de supermercados quanto o cartão Credcesta, utilizado por servidores estaduais, ampliando o vínculo com o aparato público.
Entretanto, um ponto frágil para o PT é a relação da nora de Jaques Wagner, Bonnie Bonilha, com o Banco Master. O analista aponta contratos entre Bonilha e a instituição no período de 2022 a 2025.
A Câmara de oponentes também avança no campo adversário. O PL, por sua vez, tenta atenuar o desgaste associando o caso ao PT baiano e sugerindo que a Polícia Federal poderia chegar a siglas locais.
Segundo a leitura de Venceslau, integrantes do PL defendem que a proximidade entre Rui Costa e Jaques Wagner possa ampliar o impacto do tema, conectando o caso a figuras históricas da Bahia.
A ofensiva da oposição busca revelar uma linha de relação entre o então governador Rui Costa, Wagner e Vorcaro, ampliando a percepção de aproximação entre atores públicos e investidores vinculados ao Banco Master.
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