Aldo Rebelo afirmou neste sábado, 23, que permanece filiado ao Democracia Cristã (DC) e mantém sua pré-campanha à Presidência, mesmo após a decisão da direção nacional de expulsá-lo na sexta-feira, 22. A declaração foi feita em Guarujá, no Fórum Esfera 2026, durante uma entrevista coletiva.
O ex-ministro do STF disse estar atuando como pré-candidato, sem ter sido oficialmente notificado sobre a saída do partido. Ele explicou que continua vinculado à legenda e que está presente como participante da pré-campanha, sem reconhecer a expulsão.
A crise interna do DC começou com a indicação de Joaquim Barbosa como pré-candidato oficial da sigla, o que intensificou o atrito com Rebelo. O ex-ministro informou ter tomado conhecimento da filiação e da candidatura pela imprensa.
Conflito interno na DC
Rebelo classificou a expulsão como inconstitucional e abusiva, alegando violação ao devido processo legal e à ampla defesa. Ele afirmou que pretende levar o caso à Justiça para contestar a decisão e exigir esclarecimentos sobre a participação de Barbosa. Segundo o ex-ministro, as informações sobre Barbosa não estão claras, e a possibilidade de uma futura pré-candidatura não foi oficialmente aceita até o momento.
Aldo Rebelo afirmou que ninguém sabe, de fato, se Joaquim Barbosa está no Brasil. Ele relatou que Barbosa apenas enviou um recado por meio de uma jornalista, apresentando condições para eventual candidatura, o que, até o momento, não havia sido aceito.
O ex-ministro comparou a situação atual ao episódio de 2018, quando Barbosa foi convidado pelo PSB, aceitou a pré-candidatura e, depois, desistiu. A fala reforça a desorganização apontada por Rebelo após a decisão de expulsão.
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