Na investigação que envolve o caso Master, o advogado José Luís Oliveira Lima deixou a defesa de Daniel Vorcaro, dono do banco envolvido no esquema. A saída ocorreu após a Polícia Federal rejeitar a delação premiada apresentada pelo empresário.
A decisão de Lima foi descrita como de comum acordo, segundo apuração do Correio. A PF já havia recusado o acordo. A Procuradoria-Geral da República analisa o conteúdo da colaboração que Vorcaro oferece.
Vorcaro ampliou, nos últimos dias, a disposição para negociar termos mais amplos com investigadores e procuradores. A possibilidade inclui elevar o valor da multa pelos prejuízos causados.
Troca de sala
O ministro André Mendonça, do STF, determinou o retorno de Vorcaro a uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. A defesa havia pedido prisão domiciliar, negado pela Corte.
Anteriormente, Vorcaro estava na sala de estado-maior enquanto negociava a delação. A transferência para uma cela comum foi autorizada pela decisão de segunda-feira, após rejeição da colaboração.
A PGR se posicionou contrária à prisão domiciliar, alegando riscos à investigação, como contatos com membros da organização criminosa e possível destruição de provas. O parecer aponta riscos de exposição midiática e uso do sistema prisional.
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