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Mendonça Filho, filiado ao PL, não se opõe à aliança com Lula

Mendonça Filho diz que não se opõe à aliança entre Raquel Lyra e Lula, destacando diálogo político e governabilidade em Pernambuco

Deputado Mendonça Filho (PL-PE)
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O deputado Mendonça Filho (PL-PE) afirmou que não se opõe à aliança entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e o presidente Lula (PT). Ele reconhece os acenos eleitorais da gestora e diz entender a condução de parcerias com o governo federal, mesmo sendo filiado ao PL do senador Flávio Bolsonaro. A declaração foi feita durante o 5º Fórum Esfera, no Guarujá, em São Paulo, neste sábado (23).

De acordo com Mendonça Filho, Raquel tem atuado para governar Pernambuco dialogando com diferentes campos da política, o que, segundo ele, é parte da função de quem lidera o estado. O deputado ressalta que a governadora deve buscar parcerias e melhorias para a administração, independentemente de filiação partidária.

João Campos, ex-prefeito do Recife e principal adversário de Raquel, tem tentado dificultar a ideia de palanque duplo para Lula no estado, buscando nacionalizar a campanha de 2026. A estratégia visa consolidar a aliança de Campos com setores nacionais, enquanto Raquel aproximaria-se do governo Lula e de ministros do PT.

Raquel Lyra tem mantido acenos ao petista, com discursos favorable à capacidade de diálogo entre forças distintas. Em paralelo, houve movimentação interna com a chegada do deputado Túlio Gadelha ao PSD, sigla da governadora, para simbolizar maior proximity com Lula e a esquerda. Fontes próximas ao cenário pernambucano indicam que o tema permanece em evolução.

O presidente Lula, por sua vez, tem evitado conflitos diretos sobre alianças locais. Em visitas a Pernambuco, ele costuma elogiar Raquel e João Campos, destacando o potencial de ambos para a política local e nacional. A leitura entre aliados aponta que a relação entre Raquel Lyra e Lula pode influenciar o desenho eleitoral no estado.

Dentro do campo do PSB, há expectativa de como se dará o alinhamento com o PT, ainda sem definição clara. Fontes ligadas a Campos sinalizam que se Lula indicar apoio insuficiente ao atual núcleo da candidatura, a aliança entre PT e PSB poderia passar por ajustes. A depender da leitura de pesquisas, o cenário pode alterar estratégias regionais para 2026.

Raquel Lyra tem, segundo interlocutores, grande aprovação entre cidadãos de Pernambuco, com índices superiores a 60% em avaliações públicas. A percepção de gestão favorece a expectativa de que ela possa manter vantagem competitiva frente a adversários, mesmo diante de pressões para ampliar coalizões nacionais.

A dinâmica política em Pernambuco persiste com trocas de alianças e discursos sobre governança, diálogo entre forças políticas e estratégias eleitorais. O cenário envolve disputas entre o Palácio de Taguatinga e o Palácio do Planalto, com impactos sobre o alinhamento entre Raquel Lyra, Lula e o espectro de partidos de direita e de esquerda.

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