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Figura irlandesa do crime falha em eleição parlamentar de Dublin

Gerry Hutch fica em quarto na byelection de Dublin Central, enquanto Daniel Ennis, do Social Democrats, vence e promete representar todos os residentes

Daniel Ennis, the Social Democrats candidate, celebrates at the Royal Dublin Society after winning the byelection.
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O líder de um grupo criminoso reconhecido na Irlanda, Gerry “the monk” Hutch, ficou em quarto lugar na byelection para o parlamento realizada em Dublin Central. A votação ocorreu na sexta-feira e os resultados foram anunciados no sábado. Hutch concorreu como independente e obteve 2.817 votos de primeira escolha, representando 11,3% do total, o que subiu para 4.466 com a transferência de votos de candidatos eliminados.

O vencedor foi Daniel Ennis, do Social Democrats, que alcançou 12.050 votos no resultado final. Ainda na disputa ficaram Janice Boylan, do Sinn Féin, com 7.787, e Janet Horner, do Green Party, com 5.452. Hutch ficou atrás de todos eles no conjunto de votos contados.

Hutch já havia sido citado em tribunais como líder de uma organização criminosa; ele tem histórico de condenações por roubo na juventude. Em campanha, ele defendeu o internamento de imigrantes ilegais em campos, com enfoque em pessoas oriundas da Somália.

A byelection foi aberta para ocupar o posto deixado por Paschal Donohoe, que deixou o Dáil para assumir cargo no Banco Mundial. A cidade de Dublin enfrenta inflação, crise habitacional e altos custos de vida, fatores que moldaram o clima da disputa.

O pleito ocorreu em um contexto de descontentamento com o governo de coalizão, apesar de o caixa público ter beneficiado-se de receitas de impostos corporativos. A vitória do Social Democrats reacendeu debates sobre o rumo político em Dublin Central e sobre a liderança de partidos da oposição.

Entre os demais temas da eleição, houve atenção a atividades políticas de alto perfil. O ex-primeiro-ministro Bertie Ahern foi alvo de uma gravação secreta que circulou na campanha, em que ele manifestou preocupações discriminatórias. O atual premiê Micheál Martin se distanciou das declarações, reforçando a neutralidade do governo.

O resultado amplia a discussão sobre o equilíbrio entre propostas de políticas públicas e a força de figuras associadas a controvérsias. A corrida para Galway também seguiu com contagem de votos em curso, onde lideranças locais permanecem sob observação cuidadosa.

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