O governo federal vai concentrar ações de segurança máxima em 138 unidades prisionais estratégicas, escolhidas com base em dados de inteligência penitenciária e no mapeamento de organizações criminosas. O objetivo é impedir a entrada de celulares e detectar túneis ou rotas de fuga, reforçando o combate ao crime organizado dentro dos presídios.
A seleção envolve unidades de diferentes regiões do país, com 45 no Nordeste, 38 no Sudeste, 23 no Norte, 17 no Sul e 15 no Centro-Oeste. A indicação dos presídios levou em conta a incidência de crimes praticados por meio de celulares. Em alguns casos, o estado pode remanejar presos para outra unidade com infraestrutura adequada.
O que muda na prática
O pacote inclui bloqueadores de sinal, rastreadores eletrônicos e tecnologias de vigilância para interromper a comunicação entre detentos e facções fora das prisões. Além disso, haverá scanners corporais, raio-X de cargas, detectores de metal, drones e sistemas de reconhecimento facial.
Outra frente envolve georradares para localizar escavações clandestinas, além de mochilas silenciadoras para interromper sinais de telefonia móvel em perímetros específicos. A operação Mute, que já ocorre desde 2023, será ampliada para vistorias mensais.
Estrutura e investimento
O programa prevê 365 viaturas para apoio operacional, com ao menos três veículos por unidade, incluindo um blindado. O investimento total estimado é de 324 milhões de reais, com mais de 184,9 milhões já em tramitação de aquisição. As avaliações e necessidades estaduais orientarão a implantação.
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