O acordo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Hugo Motta acelera o fim da escala 6×1. A mudança prevê redução da jornada para 40 horas semanais em etapas, com promulgação suficiente para valer após o período eleitoral. A tomada de decisão envolve Câmara e Senado, com foco no calendário político.
O anúncio ocorreu na manhã desta segunda-feira, após reunião entre Motta e Lula. A proposta passa a valer 14 meses após a promulgação para a jornada de 40 horas, com a PEC que encerra a escala de seis dias de trabalho.
O centrão já prepara movimentos para pressionar no Senado. Empresários e parlamentares defendiam um escalonamento maior, de até quatro anos, para facilitar a adaptação das empresas. Agora buscam manter o debate para depois das eleições.
Movimentação no Senado
Davi Alcolumbre, presidente do Senado, terá reunião nesta terça-feira com líderes empresariais e com a Federação das Indústrias de São Paulo. O objetivo é defender a análise da PEC de forma desvinculada do período eleitoral.
Paulo Skaf, da Fiesp, reúne empresários para expor as preocupações com a proposta. A caminhada no Senado incluiria a indicação de um relator com mandato até 2030, para reduzir pressões eleitorais sobre o tema.
A comissão da Câmara já aprovou o relatório de Leo Prates, que sugere transição de até cinco anos. A proposta deve seguir para votação no plenário, com necessidade de 308 votos em dois turnos.
Perspectivas e impactos
Deputados de partidos aliados ao governo afirmam que não houve consulta prévia sobre o prazo acelerado. Caso a PEC seja aprovada, a votação nominal ocorrerá antes das disputa eleitoral, elevando a pressão sobre a base aliada.
Empresários planejam campanhas de comunicação para explicar o efeito da reforma nos preços ao consumidor. Pesquisas de opinião devem acompanhar as ações para medir impactos eleitorais.
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