Romeu Zema, pré-candidato pelo Novo à Presidência, afirmou em evento promovido pela Amcham Brasil que o escândalo envolvendo o Banco Master torna o cenário eleitoral mais complexo para a direita e que votar em Flávio Bolsonaro poderia favorecer Lula no segundo turno. O encontro ocorreu nesta segunda-feira, 25, em São Paulo.
O grupo próximo a Zema avalia que um candidato de direita com menos rejeição e sem vínculos com o Master teria melhores chances de derrotar o petista, segundo sondagens mencionadas no evento. Zema manteve críticas duras a Flávio Bolsonaro, com ligações à aproximação dele com Vorcaro, apontado como banqueiro no debate.
O ex-governador também disse que, mesmo com desentendimentos, manteria apoio a Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno contra o PT e afirmou ter aberto o diálogo com o filho de Jair Bolsonaro, sem sucesso na ocasião. O tom foi de condenação à proximidade com Vorcaro, porém sem fechamento de alianças.
Zema e a crítica à relação com Vorcaro
Zema repetiu que não houve reunião com Vorcaro e ressaltou que não tolera aproximação com pessoas associadas a crimes. Também minimizou a doação do pai de Vorcaro ao Partido Novo em 2022, defendendo que trataram-se de doações comuns.
Caiado defende união da centro-direita
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, pediu foco na união do campo político para enfrentar o PT, sem adotar tom agressivo contra Flávio Bolsonaro. Caiado destacou a necessidade de manter a centro-direita consolidada e evitar pleitos que favoreçam o PT no segundo turno.
STF e debates sobre governabilidade
Caiado sugeriu que o STF precisa agir com mais responsabilidade interna, enquanto Zema propôs mudanças institucionais, como idade mínima de 60 anos para ministros, fim de decisões monocráticas em temas relevantes e adoção de lista tríplice para indicações. Ambos apresentaram visões para reduzir tensões institucionais.
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