A Alemanha avalia elevar a alíquota da contribuição ao auxílio-invalidez para adultos sem filhos, com o objetivo de reduzir o rombo financeiro do seguro de cuidados. O ajuste seria de 4,2% para 4,3% da renda, começando aos 23 anos, conforme documento interno do Ministério da Saúde que vazou à imprensa.
A medida visa financiar pensionistas, doentes crônicos e pessoas com deficiência que necessitam de cuidados permanentes. O benefício não cobre todas as despesas, diferentemente do seguro-saúde. O governo teme um déficit de 22,5 bilhões de euros no caixa do seguro até o fim de 2028, devido ao envelhecimento da população.
Apoio interno à coalizão
Entre os aliados da coalizão, o SPD sinaliza abertura a discutir mecanismos que incluam maior contribuição de quem não tem filhos. O partido sustenta a necessidade de um financiamento solidário e sustentável no longo prazo, sem excluir reformas estruturais mais amplas. A CSU, parceira de governo na Baviera, também apoia a ideia, destacando a responsabilidade das futuras gerações.
Críticas e perspectivas
Verdes e A Esquerda criticam a proposta, apontando que aumentos pontuais não resolvem a sustentabilidade do sistema. Argumentam que medidas isoladas reforçam desigualdades e defendem reformas mais abrangentes, inclusive maior participação de segurados privados no sistema público. A presidência de entidades representativas também questiona a eficácia de um ajuste de 0,1 ponto percentual.
Procedimentos e próximos passos
O Ministério da Saúde não comentou o tema, mas informou que pretende apresentar um projeto de lei para reformar o sistema de cuidados. A data inicial prevista para maio foi adiada para o início de julho. Ao mesmo tempo, a ministra da Saúde, Nina Warken, planeja reduzir subsídios a internações em lares de idosos, o que pode restringir acesso aos benefícios.
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