Guilherme Boulos, ministro da Secretaria Geral da Presidência, afirmou nesta terça-feira, 26 de maio de 2026, que não acredita na desistência da família Bolsonaro da eleição presidencial. O ministro disse, em entrevista ao programa Na Mesa com Datena, da EBC, que as alternativas à reeleição do atual presidente Lula seriam fracas.
Ao comentar a atuação de Romeu Zema, pré-candidato do Novo e ex-governador de Minas Gerais, Boulos classificou o político como incompetente, citando seu histórico no governo estadual. Também acusou Zema de ter sido governador de Minas Gerais, sem, porém, detalhar acusações específicas.
Sobre Ronaldo Caiado, ex-governador de Goiás e também pré-candidato à Presidência pelo PSD, o ministro afirmou que Caiado teve foco excessivo em segurança pública. Segundo Boulos, a gestão goiana apontou contratos com empresas suspeitas de lavagem de dinheiro ligada ao tráfico de drogas.
Boulos reforçou que, segundo ele, a direita permanece sob influência da família Bolsonaro. O ministro mencionou ainda investigações envolvendo Flávio Bolsonaro, senador pelo PL do Rio de Janeiro, relacionado a mensagens com o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, para sustentar a ideia de que Flávio continua sendo o principal opositor de peso ao governo Lula.
Contexto e desdobramentos
A declaração ocorreu no momento em que o governo busca consolidar votos entre ações de gestão e aliança com diferentes segmentos da esquerda e da centro-direita. A fala de Boulos reforça o tom duro contra adversários de oposição na cena política, com foco em avaliar o desempenho de potenciais candidatos.
A audiência com Datena, veiculada pela emissora pública, ampliou a repercussão de críticas a Zema e Caiado, citando histórico de gestões anteriores. Não houve, nas declarações, referências a propostas específicas ou a datas de alianças eleitorais.
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