O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, teve a casa vasculhada pela Polícia Federal. A operação, realizada na zona oeste da cidade, investiga supostos crimes financeiros ligados ao fundo de previdência estadual e ao grupo associado ao Banco Master.
A PF cumpriu 10 mandados, incluindo buscas na residência de Castro, localizada em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca. Dois celulares foram apreendidos durante a ação. A operação envolve também diligências no Rio e no Distrito Federal.
A decisão de deflagrar a ação partiu do ministro do STF André Mendonça, para avançar nas investigações sobre o suposto esquema. A apuração já havia apontado aportes do Rioprevidência em fundos vinculados ao Master, conforme registro das autoridades.
Desdobramentos da investigação
A Polícia Federal aponta que o ex-governador teve participação relevante para viabilizar aportes do Rioprevidência no Banco Master. O Rioprevidência ainda não se manifestou sobre o tema.
Em relatório anterior, a PF identificou aportes suspeitos totalizando cerca de R$ 970 milhões. Novos indícios indicam investimentos irregulares que chegam a quase R$ 3 bilhões, segundo as autoridades.
Foi a segunda vez em menos de 15 dias que a PF realiza buscas na residência de Castro, ressaltando a continuidade das diligências para esclarecer o papel do ex-governador no esquema.
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