Cláudio Castro (PL-RJ) enfrenta uma sequência de revés legais nos primeiros meses de 2026. O ex-governador renunciou ao governo do Rio para tentarelia vingar uma vaga no Senado, mas viu a cassação pelo TSE se aproximar por abuso de poder político, condutas vedadas e captação ilícita de recursos nas eleições de 2022. A decisão do TSE resultou em inelegibilidade.
O cenário político também foi atingido por ações da Polícia Federal. Nos últimos 15 dias, Castro recebeu duas operações. A primeira, realizada a partir de 15 de maio, apura favorecimentos do governo fluminense ao grupo de Ricardo Magro, dono da Refit. A PF aponta uso da máquina pública para beneficiar esse conglomerado.
A investigação sobre a Refit envolve a suspeita de atividades espúrias no estado. A PF afirmou que o governo orientou ações alinhadas aos interesses do grupo, o que aumenta a pressão sobre o rol de substitutos da chapa governista. A direção do PL avalia cenários com alterações na composição da chapa.
Nesta semana, Castro voltou a ser alvo de buscas e apreensões, no âmbito de outra frente da PF. A apuração investiga aportes de R$ 3 bilhões feitos pela Rioprevidência no Master, de Daniel Vorcaro. O inquérito é desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aportes em Letras Financeiras no período.
As autoridades apuram aplicações de R$ 2,01 bilhões, desde julho de 2024, em fundos de investimento associados ao Master. O total envolvendo Rioprevidência chega a aproximadamente R$ 3 bilhões transferidos até o momento. Em meio a esses desdobramentos, há expectativa sobre o futuro da chapa estadual.
Segundo membros do PL, as ações recentes complicam as perspectivas eleitorais de Castro e de seus substitutos para o governo do Rio. A avaliação interna é de que o conjunto de investigações torna a posição menos viável para o grupo, influenciando decisões que caberiam ao clã Bolsonaro sobre possíveis nomes.
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