O empresário Ricardo Siqueira Rodrigues foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira, 26, na operação que investiga supostos vínculos entre o ex-governador Cláudio Castro, o Rioprevidência e o Banco Master, no Rio de Janeiro. A ofensiva envolve a intermediação de investimentos e tramitação de documentos internos.
A Polícia Federal aponta Rodrigues como lobista atuando a favor do Rioprevidência, com contato direto com Daniel Vorcaro. A função seria parecida com a atribuída a ele há oito anos em outros fundos de pensão, conforme decisão do ministro André Mendonça.
Além de Rodrigues, outra alvo da ação foi uma advogada que já defendeu o empresário. Ela atuava como gerente de controle interno e auditoria do Rioprevidência e teria assinado documentos ligados ao credenciamento do Banco Master e de uma corretora, a Planner, apontada pela PF como fraudulenta.
A Planner negou qualquer vínculo com o Banco Master. A defesa de Rodrigues afirma que aguarda o acesso aos autos para se manifestar sobre o caso. O empresário já havia sido preso em 2018 na operação Rizoma, desdobramento da Lava Jato.
Rodrigues assinou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal e atuou em ações ligadas à Operação Greenfield, que investiga pagamento de propina a diretores do BRB, além de colaborar com a Operação Armadeira, contra servidores da Receita Federal.
No ano passado, ele pediu no STF a restituição de R$ 10 milhões pagos como multa do acordo. A defesa alegou que não foi condenado em nenhum processo e buscou suspender pagamentos de acordos de leniência da Odebrecht e da J&F.
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