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Delator da Lava Jato intermediou relação entre Vorcaro e Castro, diz STF

Delator da Lava-Jato ligou Castro a Vorcaro, viabilizando aportes irregulares do Rioprevidência em fundos do Banco Master, segundo STF

Cláudio Castro — Foto: Marcelo Theobald / Agência O Globo
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O STF autorizou nesta terça-feira a operação que investiga o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A decisão cita a atuação de Ricardo Siqueira Rodrigues como elo entre as partes, com base em dados da Polícia Federal. O caso envolve aportes irregulares de fundos de pensão.

Segundo o tribunal, Rodrigues foi delator na Lava-Jato e é apontado como ponte entre Vorcaro e autoridades responsáveis por fundos previdenciários estaduais. A PF indica que ele atuou na captação e na aproximação com pessoas com poder de decisão sobre os RPPS, incluindo o Rioprevidência.

Ao todo, 18 regimes próprios de previdência social compraram letras financeiras do Banco Master, com o Rioprevidência sendo o maior investidor. As apurações apontam investimentos superiores a 3 bilhões de reais desde 2023.

Intermediação e motivação

A decisão descreve que Rodrigues afirmou ter informado Vorcaro sobre a necessidade de um “dono” para autorizar os aportes. Castro, ao manter proximidade com Vorcaro, teria atuado politicamente para viabilizar os investimentos.

A PF também encontrou mensagens em celulares de Vorcaro, nas quais Rodrigues agradece pela meta atingida com as letras financeiras. A mensagem cita metas alcançadas em 45 dias e o desempenho de Vorcaro como responsável pela captação.

Remuneração e participação

Conforme o inquérito, Rodrigues recebeu comissão de 0,6% sobre os valores angariados. A investigação aponta ainda que ele atuava como articulador, captador e lobista, com papel ativo na identificação de oportunidades junto a autoridades públicas.

O inquérito envolve, além do Rioprevidência, outros RPPS estaduais e municipais, com foco na captação de recursos para o Banco Master. A PF investiga possíveis irregularidades em investimentos e nos atos de aprovação.

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