A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (26) uma operação para investigar uma suposta rede digital de desinformação, autopromoção política e ataques a adversários no Amapá. O objetivo é apurar o desvio de recursos da comunicação pública da prefeitura para ações de cunho político-eleitoral.
Entre os alvos está Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá e pré-candidato ao governo do Amapá pelo PSD. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão na residência dele, em endereços ligados a um irmão, bem como em casas de blogueiros, influenciadores e uma agência de publicidade.
Ao todo, são 35 mandados de busca e apreensão distribuídos pelas cidades de Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS). As investigações apontam que verbas da prefeitura teriam sido desviadas para custear influenciadores digitais, veículos e empresas de comunicação para ações de cunho político-eleitoral.
Desdobramentos da ação
A apuração apura a prática de crimes eleitorais, crimes contra a Administração Pública, organização criminosa, lavagem de dinheiro e outros possível delito que emerja ao longo das investigações. A PF também apura impactos de eventuais desinformação e a relação com a comunicação de ações administrativas da prefeitura.
Dr. Furlan ainda não se manifestou publicamente sobre o caso. As informações são preliminares e estão em investigação pela PF, sob sigilo prudencial, com encaminhamentos a depender do andamento das diligências.
Contexto do desdobramento
A operação se soma a acontecimentos anteriores envolvendo Furlan, que deixou a prefeitura após outra atuação policial. As autoridades ressaltam que as apurações visam esclarecer a origem e a destinação de recursos destinados à comunicação institucional no município.
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