Representantes de entidades empresariais vão se reunir nesta terça-feira, 26, com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, para pedir que a PEC que encerra a jornada 6×1 e reduz a carga horária seja debatida apenas após as eleições. Participam CNI, Fiesp e Abimaq.
A reunião ocorre em Brasília e tem como objetivo impedir que a apreciação ocorra em meio ao período eleitoral, segundo pessoas ligadas às entidades. Elas argumentam que a decisão pode ser influenciada pelo cenário político e que a medida pode elevar a inflação.
Entre os pedidos está o argumento de que o Brasil não deve reduzir a jornada sem aumento de produtividade. Caso o pedido não seja aceito, as associações cogitam apresentar alterações ao texto, inclusive um prazo de transição de 10 anos, conforme fontes ouvidas pelo Estadão/Broadcast Político.
Pontos em disputa
Em rota própria, o relatório do deputado Léo Prates prevê uma transição de 14 meses. As entidades pleiteiam também efeitos mitigatórios para setores produtivos, como a não cobrança de parte dos encargos trabalhistas durante a transição.
A PEC tramita na Câmara dos Deputados e deverá ser votada ainda nesta semana antes de seguir para o Senado. O acordo envolve o presidente Lula e o presidente da Câmara, Motta, visando um meio-termo entre as regras atuais e as propostas já existentes.
O texto em debate estabelece carga semanal de 40 horas e veda redução salarial, sendo uma síntese entre duas PECs apresentadas na Câmara pelos deputados Reginaldo Lopes e Erika Hilton. A definição final depende das etapas no Legislativo.
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