O governo japonês prometeu suspender a taxa de 8% sobre alimentos, mas diz enfrentar resistência de equipamentos: as registradoras. A incompatibilidade impede mudanças rápidas no imposto, segundo fabricantes.
A primeira-ministra Sanae Takaichi, do LDP, disse que o problema técnico inviabiliza a redução a zero por cento. Em comissões parlamentares, ela chamou a situação de constrangedora para o país.
A pandemia e a crise do custo de vida motivaram promessas de cortes feitas em fevereiro, durante a eleição. O LDP venceu com a proposta de zerar o imposto para dois anos, até março do próximo ano.
Proposta de ajuste
A administração agora avalia reduzir o imposto sobre alimentos para 1%. A medida, segundo o governo, pode ser implementada em cinco a seis meses, mantendo parte da promessa eleitoral.
Fontes oficiais apontam que o custo financeiro da suspensão completa seria próximo de 5 trilhões de ienes por ano, o que agrava a dívida pública do Japão, estimada em cerca de 230% do PIB.
Além disso, críticos questionam se a demora não mascara estratégias de financiamento para manter o plano de corte, enquanto o país enfrenta pressão econômica interna e externa.
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