O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD), criticou o ex-governador Cláudio Castro após a deflagração da 8ª fase da Operação Compliance Zero pela Polícia Federal. Paes reagiu publicamente às informações da investigação envolvendo aportes no Banco Master.
Segundo a PF, houve uma ampliação do rastreamento de recursos envolvendo a RioPrevidência. A instituição havia informado aplicações de cerca de R$ 970 milhões em letras financeiras do Master entre outubro de 2023 e julho de 2024. A nova fase identificou investimentos adicionais superiores a R$ 2 bilhões, realizados durante o governo de Castro.
As letras financeiras atuavam como empréstimos ao Banco Master com promessa de rentabilidade futura, mas não tinham cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), o que eleva o risco para investidores. A PF avalia a relação entre esses investimentos e a gestão pública em diferentes momentos.
Entre os alvos indiretos da operação, está o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), aliado de Castro. A Alerj encaminhou ao STF pedido de transferência do governo interino para Ruas, atualmente sob comando do desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ; a decisão final depende de análise jurídica.
Contexto da investigação
A PF investiga se recursos públicos ou de organismos oficiais foram usados para viabilizar operações ligadas ao Banco Master. A apuração envolve também a atuação de autoridades com influência sobre contratos e decisões financeiras no governo anterior. As informações são apuradas pela PF e aguardam determinadas defesas e desdobramentos.
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