A Guarda Civil da Espanha realizou buscas nesta quarta-feira (27) na sede do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), em Madri. A operação amplia a pressão sobre o governo de Pedro Sánchez, que acompanha o caso com atenção. A investigação é conduzida pelo juiz Santiago Pedraz, da Audiência Nacional.
Segundo a Guarda Civil, as buscas integram apurações sobre irregularidades envolvendo Leire Díez, ex-militante do PSOE, e outras pessoas. A rede investigada estaria ligada a contratos públicos e ao que apura a justiça.
A reportagem aponta que o PSP investigado envolve propinas em contratações públicas, com a participação de Vicente Fernández, ex-presidente da SEP I, e Antxon Alonso, proprietário da Servinabar. Alonso é apontado como sócio de Santos Cerdán.
Nesta quarta, a Unidade Central Operativa (UCO) também esteve no gabinete em Madri do ex-vice-presidente do governo regional da Andaluzia, Gaspar Zarrías, e nas residências de Cerdán e do empresário Javier Pérez Dolset. As ações visam esclarecer vínculos e responsabilidades.
Díez, Fernández e Alonso foram detidos em dezembro do ano passado por supostas irregularidades, mas liberados com medidas cautelares que incluem comparecimentos quinzenais, retenção de passaporte e proibição de deixar o país.
Em coletiva em Roma, Sánchez afirmou que o PSOE colaborará com as investigações e respeita o sistema judiciário. O presidente reforçou o compromisso do partido com a transparência.
Outras peças do caso envolvendo pessoas próximas a Sánchez seguem sob análise. A esposa e o irmão do premiê são investigados por tráfico de influência, e Zapatero é alvo de apuração sobre resgate financeiro a uma companhia aérea estatal.
Apesar das denúncias, Sánchez descartou eleições antecipadas. O próximo pleito para o Parlamento espanhol está marcado para 2027, informou o governo. O PSOE enfatiza cumprir tarefas governamentais até lá.
Investigação e desdobramentos
As investigações recentes colocam em foco a atuação de figuras ligadas ao PSOE e a governos regionais. O andamento do processo pode impactar a agenda política do governo nos próximos meses.
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