A busca por uma aliança ampla no peronismo cresce diante da queda de popularidade de Javier Milei, atual presidente da Argentina. Líderanças do principal movimento de oposição trabalham para consolidar um blocos que possa disputar a eleição presidencial do próximo ano.
Axel Kicillof, governador de Buenos Aires e presidente do Partido Justicialista local, disse à Reuters que negociações visam uma coalizão peronista que inclua também políticos de partidos adversários de Milei. A ideia é ampliar o espaço para enfrentar o governo.
As consequências das eleições legislativas de outubro são consideradas centrais. A votação consolidou Milei, que busca avançar com reformas econômicas, ao mesmo tempo em que evidenciou fragilidades do peronismo, fragmentado entre alas distintas. Milei já sinalizou a intenção de disputar a reeleição.
Perspectivas e cenários
Levantamentos de opinião apontam dificuldades para a oposição. Em maio, Opina Argentina aponta empate técnico entre La Libertad Avanza e o campo peronista. Já o instituto Trespuntozero registra 42% de intenção de voto em Kicillof frente a 34% em Milei.
O peronismo permanece fortemente associado à ex-presidente Cristina Kirchner, que cumpre pena domiciliar por corrupção. Crises de corrupção e a perda de poder de compra contribuíram para queda de aprovação de Milei, que hoje tem cerca de 39% de imagem positiva segundo a Opina Argentina.
As negociações entre alas de centro-esquerda a centro-direita devem enfrentar tensões internas. Entretanto, especialistas afirmam que o objetivo comum de derrotar Milei pode motivar acordos para formar uma coalizão eleitoral sólida.
Expectativas para o ritmo da campanha
A corrida presidencial tende a ganhar ritmo a partir de agosto, após a Copa do Mundo e as férias de inverno. A janela de negociações permanece aberta, com movimentos para alinhar nomes como Kicillof e Sérgio Massa, ex-ministro da Economia, entre os prováveis postulantes. A equação continua incerta, com debates sobre liderança e programa econômico.
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