A Polícia Militar de São Paulo abriu 310 procedimentos disciplinares por mau uso de câmeras corporais em um período de seis meses, segundo dados apontados pela Folha de S.Paulo. O acompanhamento ocorreu após denúncias internas e investigações que identificaram irregularidades no uso dos equipamentos.
Policiais civis que investigam mortes ocorridas em ações da PM afirmam que é comum haver relatos de câmeras descarregadas ou desligadas durante operações. Esse custo extra à apuração tem gerado questionamentos sobre a efetividade das câmeras corporais nas ações de segurança.
Segundo a corporação, o mau uso das câmeras pode configurar infração disciplinar, com aplicação de penalidades cabíveis. A PM também informou que realiza treinamentos periódicos e adota medidas para garantir a efetividade do equipamento durante as operações.
Desdobramentos e contexto
A discussão sobre as câmeras corporais envolve defensores que veem o aparato como garantia de transparência e responsabilização, e críticos que apontam dificuldades na fiscalização e no uso adequado. As investigações sobre mortes em ações policiais devem seguir com transparência para fortalecer a confiança pública.
A Polícia Civil de São Paulo reiterou que continuará acompanhando as mortes decorrentes de ações policiais e que a transparência na utilização das câmeras é fundamental para assegurar justiça e credibilidade da atuação policial.
Fonte: dados obtidos pela Folha de S.Paulo.
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