O presidente da comissão especial que analisou a PEC que põe fim à escala 6×1 afirmou que o Senado deve aprovar o texto com rapidez. Segundo o parlamentar, se a matéria for obstruída, estará sabotando o povo, e não apenas o governo. A declaração saiu após a aprovação pela comissão por 34 votos a 4.
A proposta, já aprovada pela Câmara, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, com duas folgas remuneradas, sem redução salarial. A expectativa é que o plenário da Casa confirme o texto nesta quarta-feira e o encaminhe ao Senado.
Posição da Câmara e próximos passos
O presidente da comissão ressaltou que a transição foi definida para atender ao setor produtivo, com tempo para adaptação. Ele lembrou ainda que a decisão final cabe ao Senado, que pode manter, alterar ou rejeitar a proposta.
O debate ganhou contornos políticos após críticas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O presidente da entidade afirmou que o tema foi tratado de forma irresponsável, o que gerou reação entre parlamentares. A Câmara, no entanto, enfatiza o entendimento entre o governo e o Legislativo para abrir espaço de transição.
Mesmo com divergências, o parlamentar defendeu que a contenção de resistências empresariais era compatível com o interesse público, apontando apoio popular expressivo à medida. Ele afirmou que o governo demonstrou sensibilidade para acolher sugestões setoriais no processo.
A defesa do texto aprovava também a ideia de que a transição deve ocorrer de forma gradual, conforme negociação entre Executivo e Legislativo. O parlamentar destacou que, com a aprovação na Câmara, não haveria motivo para manter urgência constitucional que impeça a votação de outros temas apenas devido à PEC.
Se o Senado confirmar a aprovação ou propor mudanças, a matéria retorna à Câmara para eventual ajuste. A tramitação depende do desfecho na Casa revisora, que possui autonomia para decidir sobre a transição e o tempo de implementação.
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