O governo de Donald Trump reinstalou, na última sexta-feira, 13 estátuas na Freedom Plaza, no centro de Washington DC. Entre elas está o monumento equestre ao pai fundador Caesar Rodney, que era proprietário de escravos e cuja peça havia sido retirada de vista em Wilmington, Delaware, em junho de 2020, durante o movimento Black Lives Matter.
A peça de Rodney relembra a famosa cavalgada do legislador em 1776, de Dover a Philadelphia, e o voto decisivo pela independência dos Estados Unidos. Rodney morreu em 1784, na antiga plantação Byfield, onde possuía cerca de 200 escravos. Ao redor da estátua, 12 soldados representam o sacrifício coletivo de quem participou da Guerra Revolucionária.
Segundo uma nota oficial do Departamento do Interior, a montagem busca refletir a amplitude da história da nação. O texto cita a proximidade do aniversário de 250 anos dos EUA como marco para celebrar a diversidade de contribuições na fundação do país.
Núcleo da decisão e contexto
Nesta retomada de monumentos já desativados, o governo federal também ressaltou que pretende demonstrar o alcance histórico do país, sem abandonar a lembrança de figuras controversas. Em 2020, Trump chegou a emitir uma proclamação em comemoração ao 292º aniversário de Rodney, defendendo que a remoção da obra representava revisionismo histórico.
No início deste ano, a administração anunciou a instalação de uma estátua de Cristóvão Colombo, uma réplica de peça que foi derrubada por manifestantes em Baltimore após o assassinato de George Floyd. Fragmentos da peça original foram reaproveitados para a nova estátua, hoje exposta na área norte do Edifício Eisenhower, adjacente à Casa Branca.
Implicações administrativas
A reabilitação de monumentos se insere em uma ofensiva da administração para ampliar o controle sobre o Smithsonian Institution, conforme uma ordem presidencial intitulada Restoring Truth and Sanity to American History. O governo declara que essa medida pretende reduzir distorções históricas que, segundo a administração, aprofundam divisões sociais.
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