A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro voltou a pedir ao STF que Douglas Ruas assuma o governo interino do estado. O pedido ocorre em meio a um suposto fato novo que, segundo a Alerj, encerra a justificativa para manter o presidente do TJRJ no cargo.
A alusão é de que a posse de Ruas na direção da Alerj altera a situação de impedimento que sustentava a permanência do desembargador Ricardo Couto como governador interino desde a renúncia de Cláudio Castro.
A apresentação foi feita em uma das ações em tramitação no STF que discutem o modelo de sucessão do governo fluminense. O caso está sob a relatoria do ministro Luiz Fux, mas a Alerj pediu que o superior tribunal encaminhe o tema ao presidente Edson Fachin.
Alegando superação do entrave, a Alerj sustenta que a Constituição impõe o retorno à ordem de sucessão prevista. Alega ainda que a interinidade de Couto só existia enquanto perdurava a dificuldade jurídica para a investidura da Assembleia.
O histórico aponta que a decisão do STF, tomada no início de abril, manteve Couto no comando de forma interina até nova deliberação. Com isso, a análise sobre a substituição ficou paralisada e não há previsão de retorno.
Douglas Ruas, eleito presidente da Alerj em abril, é pré-candidato ao governo do Rio. Ele lidera grupo que busca retomar o governo desde março, após a renúncia de Castro, mirando a campanha de outubro.
Pouco após tomar posse, Ruas sinalizou intenção de dialogar com o desembargador Ricardo Couto e com o STF para buscar uma saída para o impasse institucional. O pleito segue em meio a ações em tramitação.
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