Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro, anunciou nesta quinta-feira a desistência da pré-candidatura ao Senado pelo PP. A decisão ocorreu após reflexão pessoal frente a denúncias, ataques e episódios que atingiram sua vida pública e sua família.
O anúncio surge no contexto de investigações da Polícia Federal que envolvem o ex-governador na suposta participação em fraudes financeiras, ligadas ao banco Master, de interesse do grupo RioPrevidência. As apurações envolvem aportes superiores a bilhões de reais.
A PF já cumpriu mandados de busca e apreensão, autorizados pelo STF, com indícios de atuação de Castro para favorecer o aporte da RioPrevidência no Banco Master, em troca de vantagens indevidas para envolvidos no esquema.
Sobre o julgamento no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral marcou para 2 de junho o julgamento do recurso de Castro contra a decisão de inelegibilidade.
Em março, o TSE condenou o ex-governador a ficar inelegível até 2030, determinando eleições indiretas para o mandato-tampão. O PSD recorreu ao STF e pediu eleições diretas; no dia anterior, Castro renunciou ao mandato para cumprir o prazo de desincompatibilização.
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