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Grupo de Trump em Memphis é acusado de usar força em campanha de intimidação

ACLU acusa força-tarefa de Memphis de intimidar observadores com perseguições, prisões e uso de força, após ação judicial

Members of the national guard patrol along Beale Street in Memphis, Tennessee, on 24 October 2025.
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O que aconteceu: uma força-tarefa anti-crime, ordenada pelo ex-presidente Donald Trump, foi implantada em Memphis no ano passado. O objetivo é enfrentar a violência na cidade com participação de agentes federais e da guarda nacional.

A organização não governamental ACLU da Louisiana apresentou uma ação civil contra autoridades estaduais e federais responsáveis pela iniciativa, alegando uso de táticas de intimidação contra observadores comunitários que acompanham o trabalho da força-tarefa.

Quem está envolvido: observadores voluntários, membros da força-tarefa e funcionários de autoridades que supervisionam o programa, incluindo o diretor da agência de fiscalização que lidera o corpo. O caso envolve várias testemunhas que documentaram supostos abusos.

Quando e onde: as ocorrências teriam ocorrido ao longo de meses em Memphis, Tennessee, cidade com forte presença de policiamento público, ampliada pela atuação da força-tarefa desde setembro do ano anterior.

Por quê: a ACLU alega que a tática de acompanhamento de veículos, monitoramento de residências e prisões arbitrárias visa reduzir a criminalidade, mas termina por intimidar quem presta vigilância independente sobre as ações oficiais.

Ações legais e depoimentos

Seis observadores apresentaram declarações sobre supostas práticas de intimidção usadas pela força-tarefa, incluindo aproximações com veículos não identificados e abordagens sem justificativa clara.

Um caso envolve um observador que relatou vigilância constante em sua residência e de outras pessoas envolvidas, com relatos de veículos não marcados se aproximando de forma agressiva. As declarações descrevem episódios de medo persistente e sensação de invasão.

Outra testemunha afirmou que um agente, ao abordar o observador, se dirigiu a ele pelo nome em um veículo sem identificação durante uma atividade de monitoração, aumentando a sensação de vigilância.

Um terceiro relato descreve uma prisão considerada precipitada, com a pessoa mantida em cela por um tempo prolongado sob circunstâncias questionáveis, antes de a acusação ser retirada posteriormente.

Ações administrativas envolvendo um ex-profissional de saúde que fotografava as atividades da força-tarefa teriam levado à revogação de seu status em um programa de controle de fronteiras, sob alegação de investigação policial em curso ou suspeita de conduta ligada ao terrorismo.

Horários e formatos de atuação, segundo as acusações, teriam incluído uso de alto risco na abordagem de observadores e de espaços públicos, além de ameaças de prisão para coibir a observação de atividades oficiais.

Além disso, a queixa aponta que alguns oficiais teriam afastado observadores de cenas críticas com distâncias que variam conforme interpretação, dificultando a proteção de informações públicas e o acompanhamento documentado.

O que foi dito pela defesa e pelo governo: autoridades destacam números de sucesso da força-tarefa, como redução de crimes em Memphis, com quedas em homicídios e registros de apreensões de armas. O governo também aponta indicadores de atuação, como serviços prestados à população, sem entrar em detalhes sobre investigações em curso.

O cenário atual envolve debates sobre limites entre fiscalização comunitária, atuação policial e o uso de leis locais para regular a aproximação de oficiais, com a ACLU pedindo que o caso seja apurado de forma imparcial, com salvaguardas constitucionais.

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