O Congresso mexicano aprovou uma emenda constitucional que autoriza anular eleições caso haja evidências de interferência externa. A decisão ocorreu na manhã desta quinta-feira, 28 de maio de 2026, na Câmara dos Deputados. A aprovação foi de 307 votos a favor, 128 contrários e uma abstenção. O texto ainda precisa passar pelo Senado.
A emenda define interferência como financiamento ilícito, propaganda, disseminação de desinformação, manipulação digital e intervenção de governos ou agências estrangeiras. Também abrange pressões políticas, econômicas, diplomáticas ou midiáticas voltadas a influenciar a opinião pública. O objetivo é ampliar instrumentos de proteção ao processo eleitoral.
Medidas adicionais e contexto político
Junto à emenda, foi aprovado um segundo projeto sob a gestão presidencial, impedindo a candidatura de pessoas ligadas ao crime organizado. A presidente Claudia Sheinbaum, do partido Morena, afirmou que já houve casos de financiamento estrangeiro para candidatos e organizações locais. O partido vive preocupações sobre interferência externa.
Impactos e próximos passos
O governo informou que a medida pode mudar a dinâmica de campanhas eleitorais caso haja evidências de interferência. A tramitação seguirá para o Senado, onde ainda deve ser analisada. Autoridades ressaltam que a norma busca fortalecer a integridade eleitoral no país.
Entre na conversa da comunidade