Aiden Daniel Cuevas, ativista de um movimento nazista nos EUA, é acusado de planejar uma unidade paramilitar para neutralizar alvos de alto valor. Segundo depoimento, ele usou linguagem codificada para indicar a execução de um jornalista que já havia publicado sobre ele. As informações emergem durante uma audiência de detenção em janeiro.
O depoimento, prestado por um investigador da polícia de Huntsville que trabalha com uma força-tarefa federais contra terrorismo, descreve que Cuevas mencionou que o jornalista era um “peão” a ser retirado do tabuleiro. Ao ser questionado se a referência significava apenas assédio ou exposição, o réu teria respondido com a frase sobre remover o peão.
O caso envolve ainda Andrew Cole Nary, identificado como co-conspirador presente na compra ilegal de armas. Ambos foram presos após o pagamento de 1.500 dólares a um oficial disfarçado, por três armas automáticas e três pistolas com numeração raspada. A acusação aponta conspiração para tráfico de armas.
Autores do caso apontam Cuevas como fundador da North Bama Brigade, outra facção ligada a movimentos supremacistas. O investigador afirmou que Cuevas planejava dominar o Norte do Alabama e criar lideranças locais em diferentes comunidades, com o objetivo de ampliar a atuação do grupo.
A promotoria sustenta que Cuevas também discutiu, em junho de 2025, o treinamento paramilitar de combate urbano para ele e terceiros, incluindo instruções avançadas para neutralizar alvos de alto valor. O jornalista em questão já havia produzido reportagens sobre jovens envolvidos em grupos supremacistas.
O processo, que envolve pedidos de detenção preventiva, cita cenas de planejamento e aquisição de armamentos para ações contra supostos informantes e rivais. A Justiça determinou a manutenção da prisão de Cuevas e Nary até o desfecho do caso, com base na existência de indícios de conspiração para tráfico de armas.
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