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PCC e CV: características e origem das maiores facções do Brasil

Governo dos Estados Unidos classificou PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, após a visita de Flávio Bolsonaro a Trump e autoridades americanas

Muros de casa na avenida Leonardo Melcher, na região central de Manaus (AM), com pichações em referência ao Comando Vermelho e letras do PCC apagadas com tinta
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O PCC e o CV, as duas maiores facções criminosas do Brasil, disputam rotas de tráfico, territórios e influência no sistema prisional. A classificação como organizações terroristas foi anunciada pelo governo dos Estados Unidos nesta quinta-feira, após encontro envolvendo Flávio Bolsonaro e membros do governo americano.

A decisão americano ocorreu durante a visita de Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, a Washington. Participaram do encontro o Secretary de Estado e o senador Marco Rubio, entre outros, segundo apurações. Governo brasileiro ainda não confirmou posição oficial.

Origens e expansão do PCC

O PCC foi criado em 1993, em Taubaté, São Paulo, dentro do sistema prisional paulista, após o massacre do Carandiru. Inicialmente atuava para proteção de detentos e evoluiu para o tráfico internacional, com atuação em rotas ligadas ao Paraguai e à Bolívia.

Origem e atuação do CV

O Comando Vermelho nasceu na década de 1970, na Ilha Grande, RJ, durante a ditadura. Fortaleceu-se nas favelas do Rio e ampliou presença em rotas de tráfico na região Norte do país, chegando a áreas como Amazonas e Pará.

Cenário de confronto entre as facções

A aliança entre PCC e CV rompeu-se na década de 2010, intensificando disputas por rotas e controle de presídios em diferentes estados. Os ataques passaram a ocorrer tanto em presídios quanto em zonas urbanas associadas ao tráfico.

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