A Polícia Federal retomou as negociações de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O pedido formal foi encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso no STF. A dupla de ações envolve o uso de acordo de colaboração para esclarecer fatos no exterior e no Brasil.
A PF havia rejeitado a proposta na semana anterior, apontando omissão de informações relevantes. O acordo vem sendo negociado desde março, quando Vorcaro foi preso pela segunda vez. A retomada ocorreu após a entrada do criminalista Sérgio Leonardo na defesa.
Além disso, a operação Compliance Zero passou a investigar o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Mensagens obtidas pela PF mostram Castro agradecendo ao banqueiro após encontros em Nova York, com despesas superiores a US$ 1 milhão pagas por Vorcaro.
Investigações, valores e desdobramentos
Segundo a PF, no dia seguinte aos encontros, o Rioprevidência depositou mais de R$ 80 milhões em fundos do Banco Master. A instituição é alvo de apuração sobre aplicações de fundos de servidores públicos do Rio, estimadas em cerca de R$ 3 bilhões.
A Procuradoria-Geral da República informou que a delação só será efetivada se Vorcaro apresentar novas provas relevantes. Enquanto isso, Castro anunciou, nesta quarta-feira, a desistência da candidatura ao Senado, afirmando que passará a focar na própria defesa.
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