A Procuradoria-Geral da República (PGR) pode decidir ainda nesta semana sobre um acordo de delação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Em nova rodada de negociações, a defesa busca fechar a colaboração premiada após a Polícia Federal ter rejeitado proposta anterior. Uma reunião entre advogados de Vorcaro e procuradores está marcada para ocorrer amanhã.
A PGR quer ouvir Vorcaro e receber documentos e provas relacionadas ao suposto megaesquema de corrupção. Procuradores aguardam informações adicionais repassadas pelo empresário, bem como dados que sustentem a apuração em curso.
Apesar da PF ter recusado o acordo por falta de informações relevantes, fontes ligadas à investigação avaliam que o crime pode se tornar mais complexo com a prisão do pai dele, Henrique Vorcaro. A ausência de nomes de peso na investigação pode impactar penas.
A PF justificou a rejeição pela ausência de elementos suficientes para sustentar a delação ou permitir aprofundamento da investigação. Dados de sete celulares apreendidos já ajudaram a mapear o organograma do esquema, os beneficiados e as técnicas para mascarar contratos, fraudes, lavagem e desvio de dinheiro.
Acompanhamento e contexto
Caso a PGR mantenha a linha de negociação, novas informações de Vorcaro serão decisivas para o andamento do caso. A PF continua aberta a reavaliação somente se surgirem provas consistentes capazes de avançar a apuração e permitir a recuperação de recursos desviados.
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