A M2 Comunicação LTDA, núcleo de comunicação do ex-prefeito de Macapá Antônio Paulo de Oliveira Furlan, conhecido como Dr. Furlan, teve contrato suspenso pela Justiça em 2014. A decisão foi tomada no âmbito de apurações sobre improbidade administrativa envolvendo a Assembleia Legislativa do Amapá (ALEAP).
Nesta semana, ex-servidores ligados a Furlan são alvo da Operação Palanque Digital da Polícia Federal, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão em Macapá (AP), Belém (PA) e Canela (RS). A PF investiga uma rede digital de desinformação, autopromoção e ataques a adversários políticos no Amapá.
O Ministério Público do Amapá, em 2014, avaliou um contrato de R$ 1,5 milhão entre a ALEAP e a M2 Comunicação, constatando violação aos princípios constitucionais e à Lei de Licitações. A empresa era conduzida por Marli Inês Rodrigues Mafalda, ligada à assembleia, com participação de seu marido.
Marli foi substituída por Tarso Giovani Fauro, irmão de Carlos Alberto Fauro, mas o vínculo com a empresa permaneceu, segundo o MP. Na PF, aparecem ainda José Furlan Neto e José Ivo de Melo Souza, além de Juarez Pantoja Menescal de Souza, ex-secretário municipal de Comunicação Social.
A apuração aponta que uma página de notícias recebia recursos públicos para veicular conteúdos ofensivos, identificada como Bambam News. Outros portais mencionados são Sales News e Portal 1Norte, ligados a Rodrigo Ferreira Sales e Felipe Santos Paixão. O R7 Planalto busca posicionamento dos citados.
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