O governo federal reagiu à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. A Presidência criticou integrantes da família Bolsonaro por buscarem apoio estrangeiro em assuntos internos do Brasil, dizendo ser deplorável a posição de viagem ao exterior nesse tema.
A nota aponta que o tema é crucial e não deve ser usedo para fins políticos. O Planalto acusa falsos patriotas ligados ao crime de pedir interferência externa e destaca a distinção entre terrorismo internacional e ações de criminosos no país.
O governo reforça medidas contra o crime organizado, incluindo uma lei que prevê penas de até 80 anos de prisão. Também destaca cooperação internacional como essencial para o combate, mantendo parceria com diversos países, inclusive os EUA.
Cooperação internacional e soberania
O Planalto informou que o Brasil apresentou ao Departamento de Estado dos EUA, em 16 de abril, propostas de intensificação da troca de inteligência, combate à lavagem de dinheiro no exterior e controle do tráfico de armas, destacando a importância da cooperação.
Apesar da defesa da cooperação, o governo afirma que medidas unilaterais sem negociação podem comprometer o enfrentamento ao crime e afetar o compartilhamento de informações entre as polícias. O texto cita riscos ao sistema financeiro e ao PIX.
No encerramento, o Planalto reitera que a soberania nacional é inegociável e rejeita qualquer forma de interferência externa. Quem define o modo de classificar e combater o crime no Brasil são as instituições e as leis brasileiras.
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