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PCC declarado terrorista pelos EUA; origem em prisão manicomial de Taubaté

EUA designam PCC como organização terrorista; origem remonta à Casa de Custódia de Taubaté, o “Piranhão”, que será fechada a partir de julho após mais de cem anos de funcionamento

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A facção Primeiro Comando da Capital (PCC) foi designada como organização terrorista pelos Estados Unidos, em anúncio feito nesta quinta-feira. A designação cita atuação internacional e capacidade de violência, com efeitos a partir de 5 de junho. A origem da organização remonta ao complexo penitenciário da região de Taubaté, no interior de São Paulo, onde o PCC nasceu há mais de 30 anos.

A história começa na Casa de Custódia de Taubaté, conhecida como Piranhão, criada para abrigar detentos de alta periculosidade. Em 1993, dentro do complexo, detentos formaram um movimento para reivindicar melhores condições, que evoluiu para o que hoje é o PCC. O episódio ficou marcado como marco inicial da maior facção criminal do país.

Mudança institucional e desativação

Nesta semana, o governo americano incluiu o PCC na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras, medida que passa a vigorar em 5 de junho. No Brasil, o PCC é tratado juridicamente como organização criminosa, não como grupo terrorista, segundo especialistas e autoridades federais.

Segundo o TJ-SP, os internos da Casa de Custódia de Taubaté devem ser transferidos para unidades vinculadas à Secretaria Estadual da Saúde. A decisão decorre de uma política nacional que prevê o fechamento de Hospitais de Custódia e Tratamento Psiquiátrico por meio de diretrizes do CNJ.

A unidade histórica, inaugurada no início do século passado, recebeu ao longo das décadas figuras notórias do crime, como Chico Picadinho, Bandido da Luz Vermelha e Pedrinho Matador. A desativação ocorre após mais de 100 anos de funcionamento, com revisões administrativas para realocar os detentos a outros regimes de custódia e tratamento.

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