O vídeo que circula nas redes mostra Cláudio Castro, ex-governador do Rio, em 2019, dentro de um elevador, com uma mochila. Das imagens, não fica claro a que propina se refere nem quando foram gravadas exatamente. A história envolve delações premiadas apresentadas entre 2020 e 2022.
A PF realizou duas operações de busca e apreensão neste mês de maio: 15 e 26, ligadas a investigações sobre fraudes no Grupo Refit e transferências de recursos do Rioprevidência para o Banco Master. Castro é alvo recente de três inquéritos na Justiça.
As imagens do elevador foram registradas no Shopping Downtown, no escritório da Servlog, em 29 de julho de 2019. Flávio Chadud, dono da Servlog, aparece ao lado do ex-governador. Chadud foi preso no dia seguinte.
Bruno Campos Salem, administrador da Servlog, disse em delação premiada que houve entrega de R$ 100 mil em propina naquele dia, supostamente colocados na mochila. A delação envolve contratos de assistência social com a Fundação Leão XIII.
O conteúdo viralizou em 2026, mas não oferece datas precisas nem relação direta com investigações recentes. A reportagem atual ressalta que o vídeo não constitui prova definitiva de novas acusações contra Castro.
Contexto do arquivamento e foro
O inquérito sobre o caso foi arquivado pelo STF em outubro de 2024, após o ministro André Mendonça entender violação de foro privilegiado pelo Ministério Público do Rio. Em 2025, o STF manteve o arquivamento.
A defesa de Castro sustenta que ele não pode ser investigado com base em acordos firmados por autoridades diferentes, reforçando o impacto do foro. A decisão envolve ainda recursos e discussões sobre competência.
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