A defesa de Jair Bolsonaro apresentou esclarecimentos nesta quarta-feira sobre a arma registrada em seu nome, que estaria sob a posse de um militar do GSI. Segundo o advogado, a pistola estava inoperante e o ex-presidente solicitou a manutenção com um segundo-sargento do Exército. A peça foi removida pela equipe de segurança sem o conhecimento dele para impedir o funcionamento, justificando a medida pela medicação psiquiátrica que poderia afetar sua cognição.
A Glock registrada em nome de Bolsonaro seria mantida na residência em Brasília. A defesa afirma que o objetivo da alteração foi impedir disparos, e que a perda de funcionalidade ocorreu sem vínculos com qualquer tentativa de uso indevido. Bolsonaro permanece em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março de 2026, com término previsto para 25 de junho.
A arma foi entregue ao segundo-sargento Estácio Leite da Silva para conserto, mas foi apreendida pela Polícia Militar do Distrito Federal durante uma blitz. O deslocamento ocorreu em um ponto de bloqueio no Pistão Norte, na capital federal. A apreensão foi confirmada pela PMDF.
STF solicita esclarecimentos
Ao tomar conhecimento do episódio, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, requisitou esclarecimentos à defesa. O objetivo é entender o motivo de Bolsonaro manter a pistola em casa durante a prisão domiciliar e o motivo do pedido de reparo.
A defesa sustenta que a condenação por golpe de Estado não determina a entrega de armas nem o cancelamento de seus registros. Segundo a petição, a pistola não apresentava irregularidade e, se necessário, haveria entrega do armamento. A defesa afirma ainda que a verificação decorreu apenas de falha no funcionamento, sem relação com o término da prisão domiciliar.
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