Jair Bolsonaro segue em prisão domiciliar humanitária, com melhora clínica segundo relatórios enviados ao STF nesta sexta-feira (19). O ex-presidente, que passa por recuperação de operação no ombro direito, também recebe tratamento para broncopneumonia sob acompanhamento do ministro Alexandre de Moraes, responsável por decidir sobre a continuidade de sua pena.
Ele apresenta evolução positiva na recuperação física e permanece estável em questões cardiológicas e de pressão arterial. Variam, porém, a disposição física e o cansaço ao longo dos dias, conforme avaliação médica recente.
Crises de soluço são tratadas com medicamentos de ação central em doses elevadas. Os fármacos, embora eficazes para reduzir os espasmos, podem provocar sonolência diurna e perda de equilíbrio entre os efeitos colaterais observados.
O plano de fisioterapia para o ombro envolve fortalecimento com faixas elásticas e técnicas manuais para recuperar o movimento. Embora haja relatos de cansaço em alguns atendimentos, a equipe considera o progresso satisfatório.
A prisão domiciliar foi autorizada em 24 de março de 2026, por Moraes, pelo prazo de 90 dias. A medida ocorreu após Bolsonaro contrair broncopneumonia bacteriana bilateral durante o período de detenção, exigindo cuidados hospitalares e repouso.
A próxima decisão sobre o regime de cumprimento da pena deve ocorrer na próxima semana. O STF pode manter o benefício ou determinar retorno ao regime fechado, conforme análise do caso.
Paralelamente, há pedidos da oposição para o retorno à prisão, após a apreensão de uma arma ligada ao ex-presidente durante uma blitz policial, fato que intensifica o debate sobre sua liberdade.
Conteúdo apurado pela Gazeta do Povo. Para aprofundar, consulte a reportagem completa da publicação.
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