Com cargo de líder incerto, Jaques Wagner enfrenta crise após a rejeição de Messias no STF. A operação da Polícia Federal afeta a imagem do senador PT-BA e coloca em xeque sua permanência à frente da liderança do governo no Senado.
A crise tem fortes raízes na derrota de Jorge Messias para o STF, que ampliou a pressão sobre a atuação do governo no Congresso. Levantou dúvidas sobre a eficácia da articulação liderada por Wagner e de seus auxiliares.
Há dois meses, Wagner já enfrentava críticas durante a votação do nome do advogado-geral da União. O Planalto esperava 45 votos, mas houve 42 contrários e 34 favoráveis, acentuando o desgaste do líder.
Troca incerta
O Planalto avalia a possibilidade de mudar a liderança para evitar impacto na reeleição de Lula. O Palácio planeja descolar a imagem de Wagner de ações negativas para não comprometer a campanha.
Aliados próximos afirmam que a manutenção do líder depende de conversas com o presidente e com ministros. A tendência é que uma decisão seja tomada após diálogo entre as partes.
O nome mais cotado para substituir Wagner é o senador Camilo Santana, ex-ministro da Educação. Santana não concorre neste ano e poderia permanecer em Brasília durante o período eleitoral, segundo interlocutores.
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