Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seguem confiantes de que ele poderá manter a prisão domiciliar, mesmo após episódio envolvendo a apreensão de uma arma registrada em seu nome, ocorrido perto do fim do prazo de 90 dias do regime. A possibilidade de renovação, contudo, é discutida entre prazos definidos e com a perspectiva de mudanças no longo prazo.
Segundo a analista Isabel Mega, em live no CNN na segunda-feira (22), Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, reiterou que não há sinal de alteração do regime. A expectativa é de renovação, mas com prazo determinado, sem garantia de permanência por tempo indeterminado.
A polícia civil do Distrito Federal deve ouvir Bolsonaro na terça-feira (23) para depor, já que o ex-presidente não pode usar aparelhos como celular, o que inviabiliza o depoimento digital, segundo a analista. A apuração segue para esclarecer como a arma ficou registrada em seu nome.
Contexto político e operabilidade
A mudança de regime, de Papuda para a prisão domiciliar, alterou a dinâmica de comunicação com aliados. O acesso a Bolsonaro ficou restrito a familiares, reduzindo a proximidade de outros apoiadores.
Michelle Bolsonaro, esposa, e o filho Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência, passaram a ser as principais vias de mensagens políticas. A analista aponta que essa dualidade entre posições de Michelle e Flávio influencia discussões sobre distribuição de cargos e campanhas em estados.
A avaliação de Mega é de que o cumprimento da pena por Bolsonaro pode impactar a mobilização eleitoral do grupo político, com efeitos no cenário de alianças e articulações regionais.
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