O julgamento de três policiais militares acusados de participação na morte do delator do PCC Antônio Vinícius Lopes Gritzbach foi adiado no Fórum de Guarulhos. O júri, previsto para ocorrer entre 22 e 26 de junho de 2026, não aconteceu.
A interrupção ocorreu na segunda-feira, após desentendimentos entre acusação e defesa durante a sessão. A Justiça ainda não definiu nova data para o novo júri, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo.
No dia do crime, na área de desembarque do Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos, dois homens encapuzados desceram de um veículo com coletes de proteção e fuzis. Abriram fogo e acertaram 10 disparos em Gritzbach, que morreu no local.
Além dele, um taxista também foi morto e outras duas pessoas ficaram feridas pelos disparos, em um ataque que contou com 29 tiros no total. O episódio ocorreu na tarde de 8 de novembro.
Contexto do caso
Segundo o Ministério Público, Gritzbach era delator do PCC e já chegou a ser preso, mas foi liberado por decisão do STJ. O delator foi preso em fevereiro deste ano em um resort de luxo na Bahia.
O processo envolve a atuação de PMs no caso, com a defesa contestando elementos da acusação e apresentando teses de instrução do inquérito. A Justiça ainda não disse se novas testemunhas serão chamadas.
Segundo o MP, Gritzbach também teria mandado matar dois integrantes do PCC, fato que compõe o histórico do conflito entre o delator e o grupo criminoso. As informações são núcleo da apuração em curso.
O adiamento mantém o foco no desdobramento da investigação e nas investigações sobre a participação dos policiais no planejamento e na execução, sem avanços sobre o próximo rito processual até o momento.
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